Rapidinhas com UrtigaDoJuruá

 

Senador Otto Alencar (PSD-BA) deu um esporro no senador Márcio Bittar AC)  


A resposta veio a galope: "VOSSA EXCELÊNCIA NÃO VIVEU 64"

Pensa num carão 
Senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ do Senado, deu um esporro que vai ficar na história no senador acreano Márcio Bittar (PL). Bittar buscou de todas as formas, com um discurso enfadonho, achar um culpado pela prisão dos criminosos do 8 de janeiro. Disse que todos são inocentes, atacou o STF e ainda teve a audácia de comparar os condenados por tentativa de golpe de Estado aos perseguidos políticos da ditadura militar. 
Carão ao vivo e em cores aqui

Otto Alencar não deixou barato e enquadrou o acreano:
“Se Vossa Excelência tem algum senador que está sob pressão, deveria dizer. Eu não estou nesse meio, porque eu não aceito pressão de Supremo Tribunal Federal.”
“Vossa Excelência fala sobre o golpe de 64 porque não viveu isso. Leu sobre o tema de forma simplória. Não sabe o que ocorreu.”
“Vossa Excelência não teve colegas fuzilados. Não teve parentes cassados. Não viveu o que nós vivemos. Pegou em livro e leu de forma simplória.”

“Quem não vivenciou o regime militar não pode manipulá-lo para justificar atos golpistas contemporâneos”.

O projeto do Bolsonaro
Falando em golpe... A Câmara dos Deputados não legisla, ela advoga. Na madrugada desta quarta, aprovaram o PL da Dosimetria, um eufemismo técnico para o que deveria se chamar “Lei de Salvação do Capitão”. A intenção é clara como a luz do dia: manipular a lei para tirar, ou manter longe das grades, o ex-presidente e a turma que atentou contra a democracia.

Agora, bandido bom é bandido solto
O que assistimos é uma molecagem institucional. Uma busca desenfreada para mudar a regra do jogo depois que o jogo acabou. Querem salvar quem já foi julgado, condenado e teve todo o direito de defesa. O perigo dessa obsessão em blindar aliados políticos é o “efeito colateral”: na ânsia de aliviar para os golpistas, o Congresso vai acabar soltando gente perigosa condenada por crimes hediondos. Para salvar o “mito”, vale tudo, até colocar a segurança pública em risco.

Na calada da noite

Como quem age na escuridão, 291 parlamentares aproveitaram que o povo dormia para aprovar essa vergonha. É o “Centrão” e o bolsonarismo de mãos dadas contra a justiça. E claro, o Acre deu sua cota de contribuição para o absurdo. Cinco deputados nossos assinaram embaixo dessa imoralidade: Antônia Lúcia, Coronel Ulysses, Roberto Duarte, Zezinho Barbary e Zé Adriano. 

O povo dormia, mas a traição estava bem acordada.

Nem tudo que parece, é

Voltando para a aldeia... “Alinhar demandas e discutir novas ações”. Foi assim que o deputado federal Zezinho Barbary (PP) definiu o café com Zequinha Lima (PP). Mas, enquanto o parlamentar pregava “responsabilidade e compromisso” nas redes, o prefeito de Cruzeiro do Sul optou pelo silêncio absoluto, escondendo o encontro do público. Estranho, não?

Troca de cadeiras?

O povo aumenta, mas não inventa. A boca miúda em Cruzeiro já diz que Barbary foi de aliado nº 1 para "pedra no sapato" do prefeito. O motivo? A bola da vez seria Fábio Rueda (UB), chefe da Repac em Brasília. Comenta-se que ele é o mais novo “melhor amigo” e o escolhido de Zequinha para a dobradinha de federal em 2026.

Café amargo
Uma fonte graúda, e não foi a nossa famosa "abelhinha", mas alguém tão bem informado quanto garantiu ao Urtiga: o café da manhã foi, na verdade, um acerto de contas final. O recado foi dado: cada um segue seu rumo, mas Barbary exigiu que suas emendas para Cruzeiro do Sul saiam do papel. Se isso de fato aconteceu, será que o café estava amargo?

Com a palavra, Itamar de Sá
Itamar de Sá encaminhou uma mensagem para o Urtiga declarando que não tem nenhum conhecimento de que seu nome esteja sendo citado para compor a equipe de secretários de Zequinha Lima. Fica o registro do amigo e a nota: “aguardemos o comunicado”. É um excelente nome.



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