A FALTA DE RECIPROCIDADE E O "VENENO" NO GRUPO DO GOVERNADOR
TESTE DE FIDELIDADE
A aliança em torno do governador
Gladson Cameli (PP) enfrenta um teste de fidelidade. Com o anúncio de Tião
Bocalom (PL) como pré-candidato ao governo, o grupo governista prova do próprio
veneno.
AGENDAS CONFLITANTES
Em 2024, o PP renunciou à candidatura própria de Alysson Bestene para
apoiar a reeleição de Bocalom, compondo a chapa como vice. A expectativa de
reciprocidade para 2026, porém, parece ter sido frustrada, expondo a
fragilidade de um grupo com agendas conflitantes.
O FATOR ELEITOR
O tabuleiro para a sucessão
estadual já apresenta seus principais atores: Alan Rick (Republicanos), Tião
Bocalom (PL), a vice-governadora Mailza Assis (PP) e Dr. Thor Dantas (Federação
Brasil). Embora as movimentações de bastidores sejam intensas, a história
mostra que brigas internas e insatisfações partidárias não decidem urnas. O
fator determinante continua sendo o sentimento do eleitor, capaz de derrubar
qualquer acordo de cúpula.
LEALDADE TEM PREÇO OU TEM LADO?
Com Bocalom decidido a buscar o
governo, Alysson Bestene herda a cadeira de prefeito de Rio Branco e um mandato
com um pouco mais de dois anos e meio. O problema é o "xadrez": tudo
indica que Alysson apoiará Bocalom (PL) contra os interesses do seu próprio
partido (PP).
PEDALADA PARTIDÁRIA
Fica a pergunta: isso é
infidelidade partidária ou lealdade pessoal ao "velho Boca"? A
desculpa para contornar a saia justa já existe: ele deve pedir licença ou
afastamento do partido para subir no palanque do aliado. Ah, a política... onde
a "traição" vira "ajuste técnico" e onde, definitivamente,
tudo cabe.
A EROSÃO DO CARÁTER NA POLÍTICA
No ambiente político, o não cumprimento de promessas já não
choca ninguém; infelizmente, tornou-se praxe. Contudo, o perigo reside na
normalização desse comportamento. Quando se banaliza o compromisso e a palavra
empenhada, o descrédito passa a ser visto como algo natural. O resultado é
trágico: a vulgarização do próprio caráter do homem público.
SOBRE DIVERGÊNCIAS E AFETOS
Recentemente, recebi uma mensagem
de um parente chegado, apoiador do bolsonarismo, que só corrobora com meu
conceito sobre essa seita. Ele disse que eu já fui uma referência para ele e
que sempre me admirou pela inteligência, mas que, devido ao meu posicionamento
político ligado ao PT, acabou-se o desencantando.
SEM LAÇOS DE SANGUE
Fico pensando: se a intolerância atinge até a família,
imagino o impacto sobre conhecidos que não têm laços de sangue, mas que
mantinham algum respeito por mim. Essa reflexão me leva a questionar: será que
o afeto sobrevive a divergências tão profundas?
O LIMITE DA CONVIVÊNCIA
Apesar dos caminhos opostos, percebo que é possível, sim,
manter o diálogo aberto e sincero com quem pensa diferente, valorizando os
vínculos humanos acima das disputas ideológicas. Consigo interagir com o
contraditório; o meu único problema, de fato, é lidar com delírios coletivos.
FIM MELANCÓLICO E TEMPESTUOSO
A caminhada pela “liberdade de Bolsonaro”, idealizada pelo
deputado federal Nikolas Ferreira e que contou com a presença de parlamentares
do Acre, como o senador Márcio Bittar (PL) e o deputado federal Coronel Ulysses
(União Brasil), chegou ao fim em Brasília. Contudo, o desfecho passou longe do
triunfo esperado.
TRÁGICO
Além de ter "flopado" politicamente com baixa
repercussão, o evento foi encerrado sob um temporal. Tragicamente, um raio
atingiu manifestantes, deixando feridos. Deus não brinca em serviço.
SINAL DIVINO?
“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão..."
Para os religiosos que acreditam que Deus e não compactua com
o uso político da fé, o incidente soou como um aviso. O raio que atingiu o
grupo, enviando mais de 30 manifestantes, para o hospital, oito em estado grave, e, portanto, levanta o questionamento aos que misturam altar com palanque: Fica a reflexão
bíblica para quem usa a fé como massa de manobra.
AS CONTRADIÇÕES DE UM LEMA
Gritam "Deus, Pátria e Família", mas que trindade
é essa? Invocam um Deus que compactua com a tortura de Ustra; defendem uma
Pátria vestida com bandeiras americanas e israelenses; e pregam a defesa da
família, desde que seja para proteger os crimes do próprio clã.

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