O JABUTI DA DISCÓRDIA, O VEXAME DOS "FROUXOS" E
A SALVAÇÃO PELO GONGO
ALELUIA, IRMÃOS!
Até que enfim! Nesta quarta-feira (7), com um atraso digno
de nota, o Poder Legislativo de Cruzeiro do Sul finalmente recebeu a Lei
Orçamentária Anual (LOA). O texto, que deveria ter sido digerido em 2025,
chegou aos 52 do segundo tempo, obrigando o presidente da Câmara a convocar uma
sessão extraordinária às pressas. O motivo da demora? Incompetência ou
estratégia? A história a seguir responde.
O "JABUTI" NO RECESSO BRANCO
Os nobres edis, que curtiam o chamado "recesso
branco", tiveram que suspender o descanso. E, para a surpresa de zero
pessoas atentas, descobriram que o Executivo tentou empurrar um clássico
"jabuti" na LOA: a redução do repasse do duodécimo.
MEXERAM NO BOLSO DO LEGISLATIVO.
A reação foi imediata: emenda para manter os valores de
2025. O resultado foi o plenário ocupado nesta sexta-feira (9) para uma votação
que prometia sangue, pelo menos é o que mostra os vídeos que circula em algumas
redes sociais.
E O PAU CANTOU
O clima, que deveria ser de debate técnico, virou rinha
política. De um lado, vereadores indignados com a manobra; do outro, a
"bancada do amém", defendendo que o Executivo suplementasse depois e
que o texto não fosse tocado.
PACIÊNCIA MINÚSCULA
Segundo uma Pipira Azul, essa turma acredita em contos de
fadas ou sequer leu a LOA. A paciência esgotou: um dos vereadores mais antigos
da casa não segurou o verbo e, em alto e bom som, chamou de puxa-sacos e "frouxos" a "turma do amém", além de otras cositas más
impublicáveis nesta coluna.
A ARTE DA (DES)ARTICULAÇÃO
Sabe aquele princípio de Sun Tzu na Arte da Guerra
sobre confundir o inimigo? A articulação do prefeito Zequinha Lima tentou
aplicar, mas acabou confundindo os próprios aliados. Tratou parceiro como
inimigo e quando viu o clima tenso, ficou o dito pelo não dito. Uma estratégia
suicida que expôs a base aliada de apoio a LOA ao ridículo.
HABILIDADE PASSOU LONGE
Pelas informações de hoje, ficou cristalino: falta
articulador político para Zequinha Lima. O grupo formado pelos vereadores Tenente
Rômulo (Republicanos), Josafá Vale (União), Zé Roberto (PP), Anderson Jerimum
(Republicanos), Mazinho da BR (MDB) e Manan Rural (PDT) ficou numa saia justa, difícil para dizer amém.
A FAVOR DA EMENDA
Apesar de, no final, terem votado a favor da emenda (por
pura pressão), a postura inicial de defesa cega fragiliza o mandato. Alguns abriram
a "caixa de ferramentas", mas ficou a impressão de que só apertam o
parafuso quando o Executivo permite.
QUEM SALVOU A PÁTRIA?
Mesmo com o confronto, a LOA foi aprovada por unanimidade,
sem o "jabuti" e com o duodécimo garantido. Mas fica a lição: a
articulação política oficial é inexistente. Quem teve que entrar em campo para
acalmar os ânimos dos seis vereadores "fechados" com o prefeito não
foi o articulador político, mas sim Rafael Sanson (Procurador e Secretário de Segurança) e Paulo Sá
(Comunicação).
Quando o Secretário de Comunicação precisa fazer o trabalho da
articulação política, é sinal de que a gestão anda manca.
OPORTUNIDADE PERDIDA
No calor da discussão, os vereadores deixaram passar “a
boiada. Havia uma proposta para alterar a margem de abertura de crédito
suplementar, o famoso "cheque em branco" que o prefeito usa para
remanejar verba sem pedir licença, mas, devido ao clima tenso preferiram votar
a lei como veio.
FORÇA OU FRAQUEZA?
Há quem diga que a gestão mostrou força. Eu chamo de sorte.
O episódio de hoje não revela capacidade política, mas sim a dependência
extrema de figuras como a Procuradoria Geral e secretários bombeiros (Sanson e
Sá) para apagar incêndios que a própria incompetência política do Executivo
criou
DEMANDA REPRIMIDA: A FILA DA VERGONHA E O SILÊNCIO DO
ESTADO
A quantidade de pacientes aguardando o "chamado"
para procedimentos cirúrgicos no Vale do Juruá, especialmente para operações de
vesícula, atingiu níveis alarmantes. A fila é imensa e o tempo de espera
desumano: há pacientes que aguardaram mais de dois anos para serem "contemplados".
NORMALIZAÇÃO ABSURDA
O mais grave é a normalização do absurdo: para as
autoridades, a morosidade e o sofrimento da população parecem correr
"dentro da normalidade". Imaginem a demanda reprimida para cirurgias
no Hospital da Mulher e da Criança?
O PODER PÚBLICO APENAS OBSERVA
A demanda no Hospital Regional do Juruá e Hospital da Mulher é sufocante. Apesar
dos esforços hercúleos dos profissionais de saúde e das Irmãs que administram o HR, as estruturas não comportas as necessidades.
INÉRCIA
No entanto, a inércia do Governo do Acre é evidente. A
gestão estadual não demonstra agilidade para solucionar o gargalo das
cirurgias, mesmo passando por um processo de colapso visível na saúde pública,
onde a burocracia parece valer mais que a vida do cidadão

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