A ROTA DO QUEIJO, DO DOCE DE LEITE E DAS LICITAÇÕES
NOVA PAIXÃO GEOGRÁFICA
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul parece ter descoberto uma
nova paixão geográfica. Ultimamente, a gestão municipal tem olhado para Minas
Gerais com um carinho especial. Mas não se engane: o interesse não é no famoso
pão de queijo ou no doce de leite.
ESPECIARIA MINEIRA
A nova especiaria mineira que encantou o
Juruá é a modalidade de licitação via Pregão Eletrônico e a famigerada
"carona" em contratos alheios. Pelo visto, para a atual
administração, Minas produz o melhor queijo e, agora, as melhores atas de
registro de preços do Brasil.
VAI TER SERESTA?
A afinação entre o Juruá e as alterosas é tamanha que vamos
buscar instrumentos musicais em Contagem (MG). A Prefeitura contratou a empresa
Seresta LTDA (CNPJ 45.557.614/0001-07), sediada na Rua Vereador Joaquim Costa,
lá nas terras mineiras. O contrato, assinado em 20 de janeiro de 2026, tem vigência
de 12 meses e o valor total de R$ 73.528,74.
O OBJETO?
Aquisição de instrumentos musicais. Resta saber se, com essa
logística toda, a banda vai tocar no ritmo que o povo precisa ou se o frete vai
desafinar a conta.
O "ALICERCE" DE 21 MILHÕES
Mas se a música foi apenas uma introdução, o prato principal
é de peso. A Secretaria de Obras foi buscar longe, bem longe, a solução para
seus problemas. Através de uma adesão à Ata de Registro de Preços (a famosa
"carona"), a prefeitura assinou um contrato astronômico de R$
21.523.842,88 com a empresa ALICERCE CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS LTDA (CNPJ
42.971.150/0001-92), Rua Vereador José Valério, no Bairro Maracanã, mas
não no Rio, e sim em Minas Gerais.
PARA O CRUZEIRENSE NÃO ESQUECER
A origem dessa ata? Um pregão conduzido pelo Consórcio
Intermunicipal Multifinalitário do Centro Oeste Mineiro (CIAS), na pequena Santo
Antônio do Monte - MG. Parece que a solução para a infraestrutura de
Cruzeiro do Sul estava escondida no interior mineiro esse tempo todo. Quem
diria?
CHEIA DO RIO JURUÁ: A ÁGUA SOBE E A CANETA COÇA
As fortes chuvas não deram trégua na região do Juruá nesta
semana. O boletim desta sexta-feira (30) aponta a marca de 12,59 metros, com
tendência de alta, confirmando o ditado local de que "vem muita água lá de
cima" (dos municípios do Alto Juruá). A situação exige alerta, mas a
gestão municipal parece estar operando em uma linha do tempo própria.
JÁ ESTÁ NO PAPEL?
O prefeito de Cruzeiro do Sul mostrou uma
"precaução" impressionante ao decretar Estado de Emergência (Nível
II) publicada em 20 de janeiro de 2026, data em que o rio estava vazando e a situação
era tranquila. Agora, com a cota de 12,59m apresentada na manhã desta sexta-feira
(30), ainda não atingiu a cota de transbordamento que é de 13m.
MAIS RÁPIDA QUE A CORRENTEZA
A burocracia da gestão local tem se mostrado mais veloz do
que as águas do Juruá. Não se surpreendam se a administração atropelar a
hidrologia e antecipar o decreto de Calamidade Pública (Nível III) antes mesmo
do rio pedir. A charada para tanta pressa é simples: o Carnaval está logo ali,
e todo mundo sabe que fazer folia com recurso em caixa é muito mais animado.
O FIM DAS FÉRIAS E O INÍCIO DAS DORES DE CABEÇA
A calmaria na Câmara de Cruzeiro do Sul acaba nesta
segunda-feira (02/02/2026). Os vereadores retornam aos trabalhos supostamente
descansados, mas já encontram a pauta cheia. Graças às denúncias veiculadas
pelo Blog Urtiga do Juruá, há material de sobra para investigações sérias, se tiver algo 'fora das quatro linhas', é cobrar responsabilidades.
VALE TUDO ELEITORAL
Nunca é demais lembrar: em ano de eleição, o clima no
parlamento esquenta e cada discurso vale ouro (ou voto). Portanto, abraçar
causas reais e investigar denúncias fundamentadas é o caminho mais curto para
ganhar credibilidade.
COLOCAR A MÃO NESSA CUMBUCA
Quem souber jogar esse xadrez e mostrar serviço à sociedade
sairá na frente na corrida pelos cargos eletivos deste ano. Vamos ver quem tem
alergia à verdade e quem está pronto para colocar a mão nessa cumbuca.
ACRE NO HOLOFOTE NACIONAL (DE NOVO)
O assunto desta quinta-feira (29), e forte candidato a
destaque da semana, é a Operação Graco,
que colocou uma lupa sobre o deputado federal Eduardo Veloso (União Brasil) e
outros coadjuvantes.
O ENREDO?
O “mágico” desaparecimento de verbas públicas
destinadas à contratação de uma empresa para realizar shows, financiados pela
Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira em 2024. A PF investiga o
destino de R$ 912 mil provenientes das famosas (e generosas) emendas Pix.
O PIX CAIU, A PF SUBIU
O cardápio de crimes investigados é extenso e indigesto:
organização criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro,
tudo devidamente chancelado pela CGU e pelo STF. Mas fica o aviso: se as
autoridades derem apenas mais duas voltas nessa “porca”, é bem provável que
outros atores políticos acordem ao som do já clássico toc-toc-toc da
Polícia Federal. Aguardemos!

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