ESTADO CRÍTICO
Que a BR-364, no trecho entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco,
chegou a um estado crítico, é fato consumado. A diferença é que, na rodovia, existe
uma garantia para recuperação. Enquanto isso, dentro do perímetro urbano, a
inércia impera. Qual é a previsão, ou melhor, a desculpa da vez, para que a
Prefeitura de Cruzeiro do Sul tape as crateras de uma cidade que hoje mais
parece um queijo suíço?
A TRAVE NO PRÓPRIO OLHO
Causa náuseas a postura de certas figuras do nosso mundo
político, verdadeiros "fiscais de ocasião", que adoram gravar vídeos
sensacionalistas sobre a BR-364. Curiosamente, esses mesmos políticos sofrem de
uma cegueira seletiva conveniente quando o assunto é o caos nas ruas de
Cruzeiro do Sul e Rio Branco.
ISSO TEM NOME
Incompetência de gestão maquiada de preocupação pública. A
hipocrisia é gritante e a lição bíblica nunca foi tão atual: estão tão ocupados
apontando o cisco no olho alheio que ignoram a viga da má gestão que cega o
próprio mandato.
INTRAFEGÁVEL E IMPIEDOSO
A hipocrisia ganha contornos de crueldade quando o foco se
volta para os ramais. Se na cidade a situação é ruim, para o produtor familiar
a realidade é o isolamento absoluto. Nesta época invernosa, o homem do campo
não está apenas atolado no barro; está atolado na falta de vergonha das
políticas públicas, ou da ausência delas,
tanto do Estado quanto do Município.
CAMINHO SEM SAÍDA
No verão, gestores aparecem como salvadores, vendendo a
ilusão de obras "definitivas" e de qualidade. Chega o inverno, a
chuva lava a maquiagem malfeita, e o produtor sobra na lama, ilhado e enganado
mais uma vez.
QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM... BARRO?
A velha máxima de "caçar com gato" foi redefinida
com sucesso, e muita vergonha alheia. Um vídeo que circula nas redes sociais
revela a mais nova tecnologia de ponta da Prefeitura de Cruzeiro do Sul: a
operação tapa-buracos feita com uma mistura revolucionária de barro e restos de
concreto. É a institucionalização da gambiarra pública.
“ENGENHARIA MODERNA”
Na falta de asfalto (ou de planejamento), apela-se para a
lama. O resultado dessa "engenharia moderna" sob as chuvas
torrenciais do nosso inverno dispensa videntes: a mistura vai virar um mingau
de dinheiro público escorrendo pela sarjeta. Uma verdadeira obra-prima do
desperdício.
ATÉ A TAMPA
O Rio Juruá não dá trégua. A cota de transbordamento de 13
metros ficou para trás e o rio amanheceu marcando preocupantes 13,20m. a situação é crítica. Com a cidade esburacada,
os ramais intrafegáveis e o rio subindo, estamos, literalmente e
administrativamente, com a água no pescoço.
PREGO BATIDO
O noticiário político acreano deste sábado confirma a
aliança entre o PP de Gladson Cameli e o MDB de Vagner Sales para as eleições
de 2026. Depois de um bom tempo para tomar a decisão, o
governador bate o martelo e fecha com quem outrora foi adversário. Essa situação
evoca uma passagem bíblica: “colher onde não plantou e junta onde não semeou.”.
UMA DÚVIDA NO AR
Paira uma dúvida no ar, ou melhor, na formação da chapa para
as duas vagas ao Senado. A questão envolve a possível federação entre PP e UB
("União Progressista"). O deputado federal Eduardo Veloso (UB), que
já faz parte dessa união, pleiteia disputar o Senado com o apoio de Gladson e
Mailza.
PONTA VIRADA
Considerando que a primeira vaga, justiça permitindo, seria do próprio Gladson
Cameli, como Jéssica Sales teria espaço e apoio para competir? Portanto, a
“ponta do prego” só será virada depois que se resolver este imbróglio.
E A MILITÂNCIA EMEDEBISTA
Há um ditado popular que diz: “manda quem pode, obedece quem
tem juízo”. Apesar de a expressão soar autoritária e ultrapassada, avalio que
há emedebistas em Cruzeiro do Sul que não cumprirão o que os “cabeças brancas”
decidiram. As feridas das eleições de 2024, marcadas pelo embate entre Zequinha
Lima e Jéssica Sales, ainda estão abertas.

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