Juntos e misturados
Parece que PP e MDB caminharão lado a lado em 2026. Falta
apenas oficializar a parceria para que fiquem, de fato, "juntos e
misturados", algo que depende exclusivamente de Gladson Cameli bater o
martelo, mas Cameli perdeu o martelo.
Zequinha e Sales
No entanto, existe uma intriga no meio do caminho, mesmo que
a política tenha o dom de cicatrizar feridas abertas, a situação de Cruzeiro do
Sul, entre o grupo de Zequinha Lima e os Sales, vai precisar de uma verdadeira
cirurgia plástica.
Tudo pelo poder
Na campanha de 2024 em Cruzeiro do Sul, PP e MDB
protagonizaram cenas que foram muito além do enfrentamento leal pelo voto.
Agressões verbais, calúnias, respostas e insultos fizeram parte do jogo, mas o
fundo do poço foi o uso da homofobia de forma vil, baixa e vergonhosa por um
dos lados. Valia tudo para tentar melhorar os números negativos nas pesquisas.
Um palanque com muro
Diante dessa possível união, grupos de ambos os lados em
Cruzeiro do Sul levantam indagações inevitáveis: como ficará a relação entre o
prefeito Zequinha Lima e os Sales? O palanque será pequeno demais para os dois?
O “Leão do Juruá” terá estômago para caminhar tranquilamente nas ruas pedindo
votos ao lado do prefeito?
A ponta ainda não foi virada
Resta saber se a harmonia vai prevalecer ou se
teremos um palanque dividido por um muro virtual. Mas, é preciso que o governador encontre o martelo para virar a ponta do prego. Existe um comentário que Zequinha Lima escondeu essa ferramenta. Que maldade!
Terrorismo
A atitude do presidente americano de invadir a Venezuela e
sequestrar Maduro e sua esposa tem nome: terrorismo. O pretexto é a democracia,
mas o cheiro é de petróleo. A prepotência imperialista decreta quem manda no
mundo, rasgando a soberania das nações. A pergunta que fica é: se vale para a
Venezuela, quem será a próxima vítima vulnerável a ter suas fronteiras
violadas?
Hipocrisia sangrenta
Aqui no Acre, a vergonha é alheia, mas o cinismo é local.
Alguns parlamentares acreanos aplaudem de pé a covardia americana, ignorando as
40 vidas ceifadas no processo. Curioso notar que são os mesmos que deliriam
dizendo que o Brasil vive uma ditadura, enquanto prestam continência a Jair
Bolsonaro, julgado e condenado como chefe de organização criminosa e artífice
de golpe.
Ordem de despejo
Falta vergonha na cara para honrar o voto recebido. Mas o
povo não esquece, o mandato é um empréstimo temporário, e a ordem de despejo
virá nas urnas deste ano.
Dissonância Cognitiva
Já o deputado bolsonarista Coronel Ulysses, em um surto de
retórica, classificou a truculência de Trump como um golpe na "esquerda
criminosa". Aparentemente, o conceito de crime e ditadura do deputado
ultrapassa sua própria capacidade de compreensão lógica.
Aplausos ao negacionismo
Quem aplaudiu o negacionismo e o rastro de mortes deixado
pela Covid-19 não tem moral para apontar o dedo. A tese é simples: para quem
defende o indefensável, a realidade é apenas um detalhe incômodo.
Privilégios e prioridades
O sistema é desenhado para a manutenção do poder. Além de
todas as mordomias do cargo, deputados e senadores têm na mão a poderosa
máquina das emendas parlamentares. Os partidos, por sua vez, tratam a reeleição
dos seus caciques como prioridade zero.
Burro de carga
O resultado é uma disputa desleal e desigual: quem entra na
raia sem mandato acaba, na maioria das vezes, reduzido a "burro de
carga", carregando votos nas costas para garantir a cadeira de quem já
está lá.
Fim das zebras
Esqueça o romantismo das "zebras" eleitorais.
Hoje, a política é território exclusivo de quem tem caixa. O jogo só é viável
para quem tem estrutura financeira robusta. O parlamentar com mandato tem a
faca e o queijo na mão, emendas milionárias para agradar bases e a fatia gorda
do fundo eleitoral.
Renovação comprometida
Esses recursos não apenas desequilibram o jogo, eles
praticamente inviabilizam a renovação, garantindo que o poder continue
circulando apenas no andar de cima.

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