BASTIDORES E URTIGADAS NO CENÁRIO POLÍTICO EM CRUZEIRO DO SUL
"Tinha dois candidatos, mas um traiu,
agora só tenho um, o Nicolau Júnior"
PARECE QUE NÃO HÁ RANÇO (OU SERÁ TEATRO?)
O prefeito Zequinha Lima (PP) resolveu ‘sextar’, neste dia
24, em clima de "paz e amor" com a inauguração da sede Regional Educacional Santa
Luzia/Campinas.
no Projeto Santa Luzia. Acompanhado de vereadores e do
deputado Nicolau Júnior (PP), o cenário foi montado para enterrar os boatos de
atrito.
SEM RESSENTIMENTOS
Para quem vê de longe, tudo são mil maravilhas; para quem
conhece o xadrez político, sabe que o riso largo muitas vezes esconde o dente
afiado. O "ranço", dizem, ficou na porteira. Será?
O BANQUETE DOS JUSTOS
A recepção para o almoço ficou por conta do Secretário de
Agricultura, Nildson Moura, e sua senhora. No cardápio, segundo um convidado,
fartura, toque artístico e aquela hospitalidade que eles sabem oferecer. Entre
um quitute e outro, a política era o prato principal, mastigada com o cuidado
de quem não quer engasgar-se com as próprias alianças.
O "CAMARADA"
Onde há políticos e uma plateia em torno de 80 pessoas, o
palanque é inevitável. Vários tentaram a sorte, mas quem roubou a cena
foi o próprio Zequinha. Com um discurso inflamado que resgatou seus tempos de comunista
raiz, o prefeito subiu o tom, engrossou a voz e distribuiu recados com a
sutileza de um elefante em loja de cristais.
DOIS NOMES, UMA TRAIÇÃO E UM UNGIDO
Zequinha não é de guardar segredo quando o assunto é mágoa.
Em alto e bom som, o prefeito abriu o jogo sobre sua estratégia para a
Assembleia Legislativa. O plano original previa dois nomes, mas, segundo o
próprio, a "traição" bateu à porta. Sem citar o nome do Judas, ele
decretou: agora o apoio é exclusivo. Nicolau Júnior reina sozinho para o prefeito.
O SILÊNCIO QUE GRITA
O mais curioso, porém, foi o que não foi dito. Antes da ‘garfada’,
Zequinha parece ter sofrido de amnésia seletiva. Não houve uma vírgula sobre a
"aliada" Mailza Assis (PP), que mofas nas pesquisas e trabalha por
visibilidade. O governador Gladson Cameli e o senador Márcio Bittar também
foram sumariamente ignorados no roteiro.
SILÊNCIO ENSURDECEDOR
Fazer "beicinho" e jurar fidelidade exclusiva a Nicolau
Júnior não foi apenas um gesto de amizade; foi um recado de guerra. Zequinha
Lima deixou claro que está jogando o seu próprio jogo e quem não estiver no seu
GPS pessoal que trate de comprar um mapa. No seu palanque, o roteiro é dele, a
caneta é dele e o brilho é dele.
O RESTO?
Como o prefeito bem demonstrou ao ignorar nomes de peso do
estado, o resto não passa de mero figurante de luxo em um teatro onde só há
espaço para um protagonista.
MENDICÂNCIA CULTURAL
É fundamental que a sociedade de Cruzeiro do Sul entenda
como a engrenagem está (ou não) funcionando. O prefeito Zequinha Lima parece
ter riscado a palavra "investimento próprio" do dicionário da
cultura. Segundo fontes do setor, a classe artística amarga um jejum de quatro
anos sem um centavo sequer da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
LAVOU AS MÃOS
Na prática,
a gestão municipal lavou as mãos e deixou os artistas locais à própria sorte,
transformando o apoio à arte em uma lenda urbana.
CORTESIA COM O CHAPÉU DO LULA
Toda a movimentação cultural que ainda respira em Cruzeiro
do Sul não tem o DNA da prefeitura. O oxigênio vem direto de Brasília, via Governo
Federal, através dos repasses da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Enquanto
o Executivo Municipal se omite, o dinheiro do governo Lula é que garante o
sustento dos editais e eventos.
BOLETO PAGO PELA UNIÃO
É cômodo para o prefeito posar para fotos de eventos
culturais quando o boleto é pago integralmente pela União. A classe artística
não é boba e já define a situação como omissão total, pois em quatro anos, a
prefeitura não conseguiu construir uma política pública de cultura que não
dependa de repasses obrigatórios de outros entes. É a gestão do "nada fiz,
mas apareci".
MEMÓRIA EM RUÍNAS: O ENTERRO DO PATRIMÔNIO
É impossível fechar os olhos para o crime que a gestão atual
comete contra a história de Cruzeiro do Sul. O Mirante do CAS, que carrega o
DNA da nossa fundação, hoje jaz entregue à vulnerabilidade das ruas, esquecido
por quem deveria protegê-lo. É o retrato fiel de uma administração que não
respeita o passado e, por consequência, não planeja o futuro.
O INESQUECÍVEL SAMAMBAIA CLUBE
O que dizer do lendário Clube Samambaia? Um espaço que já
foi palco de eventos sociais inesquecíveis e marcas profundas na nossa
sociedade, hoje é um esqueleto de lembranças. Até a escola de informática que
ali funcionava foi enterrada pela gestão. Atualmente, o nome do clube é interpretado
literalmente, só restaram as "samambaias" ao redor do prédio para
enganar o povo e esconder a negligência.
DESMEMORIADA PELA POLÍTICA
A Praça da Bandeira, conhecida carinhosamente pela população
como a “Praça de Cima”, onde já foi celebrado o novenário da cidade, hoje desmemoriada.
A omissão dessas riquezas é profunda e vergonhosa.
CARTÃO-POSTAL PARA OS ANTIGOS
Onde deveríamos ter
preservação e orgulho, temos abandono. Aquilo que já foi o cartão-postal e a
alegria da família cruzeirense virou um monumento à incompetência. Tratam o
nosso patrimônio material como se fosse lixo, esquecendo que um povo sem
memória é um povo fácil de ser enganado.
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