Rapidinhas com UrtigaDoJuruá
FORA DO "CHAPÃO DA MORTE": ELTER NÓBREGA MIRA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA EM NOVA LEGENDA
NOVA LEGENDA
O pré-candidato a deputado estadual e atual presidente da
Câmara de Vereadores de Cruzeiro do Sul, Elter Nóbrega, oficializou sua mudança
de partido. Até então filiado ao Progressistas (PP), o parlamentar assinou sua
ficha de filiação ao Partido Social Democrático (PSD), sigla liderada no estado
pelo senador Sérgio Petecão.
O JOGO É JOGADO
Reeleito vereador pelo PP em 2024 com quase 2 mil votos,
Elter agora trabalha com a possibilidade real de conquistar uma das 24 cadeiras
da Aleac pelo novo partido. A mudança estratégica tem um motivo claro:
permanecer na federação PP/UB, o temido "chapão da morte", tornaria a
disputa muito mais difícil, dificultando a passagem pela "porta
estreita" da eleição.
TUDO EM PLENA HARMONIA
A troca de legenda não coloca em risco o mandato de Elter
Nóbrega. A transição foi realizada dentro da legalidade, contando com a
autorização do Diretório Nacional e o aval do Diretório Estadual. Vale
ressaltar que a anuência do diretório municipal não foi necessária, uma vez que
não houve tal exigência por parte das autoridades eleitorais.
SEM AFASTAMENTO OU RENÚNCIA
É importante destacar que ocupantes dos cargos de vereador e
presidente de Câmara não são obrigados a se afastar ou renunciar para disputar
uma vaga no Legislativo. Entretanto, há uma regra crucial: nos seis meses
anteriores ao pleito, o presidente da Câmara não pode assumir interinamente a
Prefeitura (Poder Executivo). Caso o faça, torna-se inelegível para a disputa.
VAI TER QUE DESENHAR?
A ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB), cujo nome circula
nos bastidores como a favorita para ocupar a vaga de vice na chapa de Mailza
Assis, soltou um "recado de mil voltas" em suas redes sociais. Sem
rodeios, Jéssica deixou claro: não autoriza ninguém a falar em seu nome e, para
quem ainda tinha dúvidas, garantiu que não disputará uma vaga na Câmara
Federal. A pergunta que fica no ar é: será que esse povo "aliado" vai
precisar que ela faça um desenho ou o recado já foi suficiente para baixar a
poeira?
RISCO À VISTA
Dizer que Jéssica Sales "não tem voto" no Juruá ou
que somaria pouco em uma chapa de vice é o mesmo que afirmar que "chuva
fina não molha", uma heresia política. No entanto, com a movimentação das
pedras no xadrez regional a poucos minutos da renúncia do ex-governador, o clima é
de "surpresa no forno". Pelos sinais que vejo, não se espantem se ela
"pegar um toco", mudar a rota e voltar a mirar o Senado. É apenas um
palpite, mas na política, onde há fumaça, geralmente há fogo.
NOVA PESQUISA
A corrida pelas duas vagas ao Senado em 2026 está pegando
fogo, e os números do Instituto Veritá (que ouviu 1.030 eleitores) confirmam o
termômetro.
JORGE VIANA LIDERA NA ESPONTÂNEA
No cenário espontâneo, aquele em que o eleitor fala o primeiro nome
que vem à cabeça, o destaque é Jorge Viana (PT), que aparece na frente com
28,1% das intenções de voto. O governador Gladson Cameli vem logo atrás, na
"cola", com 25,4%. Mais distantes, Márcio Bittar
(18,7%) e Mara Rocha (15,3%) tentam se viabilizar, enquanto outros nomes não
chegam a somar 3%.
JV SE ISOLA NA SEGUNDA VAGA
Quando o pesquisador apresenta o cartão com os nomes (pesquisa
induzida), o cenário muda de figura, mas a briga continua restrita aos
"pesos pesados". Gladson Cameli lidera com 36,6%, embora o fantasma
da inelegibilidade ainda assombre seus planos. Jorge Viana se consolida na
segunda posição com 22%, abrindo uma vantagem confortável sobre Márcio Bittar,
que "despenca" para 13,4%.
BLOCO DE BAIXO
O bloco de baixo traz Mara Rocha (8,7%), Jéssica Sales
(7,4%) e Veloso (7,1%), que seguem patinando. Já Sérgio Petecão (2,8%) e Inácio
Moreira (2,1%) fecham a lista.
PÃO NOSSO DE CADA DIA
Dentro de qualquer palácio, a disputa por espaço é o pão
nosso de cada dia. Políticos com mandato querem acomodar seus aliados e, como o
"bolo" nunca dá para todo mundo, o desgaste é inevitável. Contudo, em
ano eleitoral, esse confronto ganha uma carga de fúria muito maior.
CENÁRIO SOMBRIO
Entra em cena o poder econômico, usado sem dó nem piedade
para cooptar apoios e dobrar vontades. Para quem opera com o bolso cheio, pouco
importa o destino dos "aliados" ou a ética da manobra; o que vale é
garantir a vaga no Parlamento. Nesse cenário sombrio, o lema é um só: vale
tudo.
O PESO DA MÁQUINA (E DO SOBRENOME)
E por falar em cenário sombrio e disputa feroz, a
"abelhinha" que tudo sabe, e que nunca erra o voo, anda zumbindo forte sobre as movimentações do
médico e suplente de deputado federal, Fábio Rueda.
BASTIDORES DA POLÍTICA
Dizem os bastidores que Rueda não está para brincadeira e
vem jogando pesado para carimbar sua volta à Brasília em 2026, desta vez como
titular. Com o prestígio
de quem tem a chave do cofre do União Brasil na família, o "Doutor"
vem operando com uma estrutura que faz muito veterano tremer as bases.
VERDADE OU ILUSÃO?
Dizem que onde ele passa, o recado é curto: a ordem é
avançar, não importa quem esteja no caminho ou qual "aliado" tenha
que ceder o espaço. É ou não é a realidade?
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