Rapidinhas com UrtigaDoJuruá

 

O ESCÁRNIO DA DOSIMETRIA

O CONGRESSO A SERVIÇO DA IMPUNIDADE
O Brasil assistiu, nesta quinta-feira (30), a um espetáculo de cinismo sem precedentes. O presidente Lula, agindo em defesa das instituições, vetou integralmente o PL da Dosimetria, uma manobra legislativa desenhada sob medida para aliviar a barra de golpistas, principalmente a do condenado Bolsonaro. Mas o Congresso, em um surto de "orgulho da própria vergonha", derrubou o veto.

TENTAR DEGOLAR A DEMOCRACIA
Para essa maioria parlamentar, depredar o patrimônio público e tentar degolar a democracia não é crime, é "mérito". Enquanto o povo clama por segurança e leis mais rigorosas, deputados e senadores resolvem trabalhar como advogados de luxo de bando de condenados. 

SALVO-CONDUTO PARA A BARBÁRIE
Comemoram a redução de penas como se estivessem entregando comida no prato do brasileiro, quando, na verdade, estão apenas entregando o salvo-conduto para a barbárie.

A LISTA DA INFÂMIA: QUEM TRAIU O ACRE
O Acre, infelizmente, foi protagonista desse capítulo deprimente. É preciso dar nome aos bois para que o eleitor não esqueça quem escolheu o lado dos criminosos em vez do lado da lei. 

VOTARAM PARA ABRIR AS CELAS E ENCOLHER AS PENAS:
Deputados: Zezinho Barbary (PP), Coronel Ulysses (União), Antônia Lúcia (MDB), Eduardo Velloso (Solidariedade), Zé Adriano (PP) e Roberto Duarte (Republicanos). Senadores: Márcio Bittar (PL), Alan Rick (Republicanos) e Sérgio Petecão (PSD).

CAMPADA DE GOLPISTAS
Essa "tropa de elite" da política acreana trabalhou incansavelmente para garantir que o condenado Bolsonaro e sua súcia de golpistas possam dormir tranquilos. É a política do "faz o erro, que a gente apaga". Uma vergonha que mancha o mandato e desonra o voto do cidadão de bem.

FUNDAMENTALISMO POLÍTICO
O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula ao STF, sentiu na pele o peso do fundamentalismo político. Embora tenha sobrevivido à CCJ por um triz (16 a 11), o plenário do Senado foi o palco do seu abate: 42 votos contra e apenas 34 a favor.

ÓDIO AO PAI DA INDICAÇÃO
A derrota não foi por falta de currículo ou de "tempero" evangélico, afinal, Messias é diácono e conservador. O motivo? Ódio puro ao "pai" da indicação. Messias foi humilhado por seus "irmãos" de fé e de conservadorismo, incluindo dois da bancada acreana: Márcio Bittar (PL) e o pré-candidato a governador Alan Rick (Republicanos) aprovaram o linchamento.

PROCESSO DE DESCONSTRUÇÃO DE SUA IMAGEM
Como o próprio Messias resumiu, foram cinco meses de uma moenda pública dedicada a desconstruir sua imagem em nome de uma guerra santa que de santa não tem nada.

O ESCURRAÇO DE OTTO ALENCAR EM MÁRCIO BITTAR
Em dezembro de 2025, na CCJ, o senador Márcio Bittar tentou posar de paladino da justiça ao defender os baderneiros do 8 de janeiro. No meio de um debate sobre a Lei da Dosimetria, Bittar forçou a barra ao comparar a tentativa de golpe com episódios da ditadura militar, distorcendo a história para vitimizar criminosos. 

O RESULTADO?
Levou um "carão" homérico do senador Otto Alencar (PSD-BA), que colocou o acreano no seu devido lugar, deixando claro que delírio ideológico não substitui fatos.

CAETANO DE FUZIL?
Não satisfeito com o primeiro vexame, Bittar resolveu "lacrar" para o seu cercadinho digital durante a sabatina de Jorge Messias. Soltou a pérola de que Caetano Veloso teria pegado em armas durante a ditadura. A fake news durou poucos segundos.

UM "CONTRAVAPOR"
Otto Alencar interrompeu o delírio com um "contravapor" seco: Caetano nunca encostou em um ‘fuzil’; a única arma que empunhou a vida inteira foi o violão. Bittar saiu da sessão menor do que entrou, desmascarado pela própria ignorância.

ABRAÇADOS COM O EXTREMISMO
Márcio Bittar e Alan Rick já não fazem questão de esconder: são "carne e unha" com o presidiário Jair Bolsonaro. Jogam num campeonato de regras próprias, onde o extremismo é a única tática. 

PALANQUE DO RADICALISMO
Em nome de um "Deus" particular e de uma "Pátria" que parece não ser a nossa, a dupla neoconservadora já se comporta como se as urnas de 2026 fossem mera formalidade. Com uma soberba que beira a patologia, deixam claro: repudiam e dispensam qualquer voto que venha da esquerda. O Acre, para eles, é apenas um palanque para o radicalismo.

PAPAI PODEROSO
Em uma atividade política com a entrega de equipamentos, veículos e barcos em uma área próximo ao mercado do peixe e da carne em Cruzeiro do Sul, teve uma cena “bizarra”. O pai de um 'político" poderoso cobrou para o filho resolver uma situação pendente  com uma certa urgência, que ficou feliz ao ouvir: “Papai seu filho é uma máquina, tudo resolvido”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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