Rapidinhas com UrtigaDoJuruá
AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO
Após três suspensões, a audiência de conciliação entre o município de Cruzeiro do Sul e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac) finalmente ocorreu no dia 24 de março de 2026. Vale lembrar que este compromisso é um desdobramento da decisão do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que em outubro de 2025 suspendeu a greve dos servidores da educação que lutavam pelo recebimento do piso nacional do magistério.
VERSÃO DA PREFEITURA
A coluna conversou com o presidente do Sinteac em Cruzeiro
do Sul, Pedro Lima, sobre os encaminhamentos da audiência. Segundo ele, os
representantes da prefeitura argumentaram que, em relação aos servidores
temporários, a situação está regularizada, inclusive com a aplicação do
reajuste de 5,4% referente ao piso nacional.
ARGUMENTOS DO SINDICATO
Para o sindicato, contudo, nem tudo são flores. A entidade
defende a urgência na criação de uma lei municipal específica para
regulamentar os contratos temporários, sob o argumento de que o salário não
deve ser definido apenas pela vontade do Executivo. Pedro Lima destacou que o
vencimento deve ser fruto de legislação aprovada entre Executivo e Legislativo;
portanto, uma política consolidada para os professores temporários é essencial.
OUTRO PONTO NEVRÁLGICO
o movimento exige que, caso a prefeitura não possa pagar o
piso integral imediatamente, apresente uma proposta escalonada para análise da
categoria. Além disso, ainda existe um impasse jurídico sobre o pagamento do PASEP.
Ou seja, o conflito está longe de um desfecho.
RESULTADO: MAIS 30 DIAS
Por decisão do TJ, a audiência foi suspensa por 30 dias.
Este prazo servirá para que o Executivo analise as propostas e o Sinteac avalie
as contrapropostas (caso exista), manifestando-se formalmente no processo. Resta aos
servidores aguardar o diálogo.
A DECISÃO FINAL
Caso não haja consenso, a decisão final caberá
ao desembargador Samuel Evangelista. Se a "canetada" não agradar, a
briga jurídica deve seguir para instâncias superiores.
FALTAM TRÊS DIAS
No dia 4 de abril, encerra-se o prazo de desincompatibilização para gestores que ordenam despesas e pretendem disputar
uma vaga no Legislativo nestas eleições. O prazo também vale para deputados
estaduais, distritais e federais que buscam trocar de legenda.
A SITUAÇÃO DOS VEREADORES
Para quem exerce mandato de vereador (eleitos em 2024), a
regra é mais rígida. A saída da legenda sem justificativa legal resulta na
perda do cargo por dois motivos principais:
MANDATO DO PARTIDO
O mandato pertence ao partido, não ao político.
Cronograma
Eleitoral: Vereadores eleitos em 2024 não estão em final de mandato e,
portanto, não se beneficiam da Janela Partidária de 2026.
NOTA JURÍDICA
A única exceção de "saída segura" no momento é a
prevista pela Emenda Constitucional nº 111/2021, que incluiu o § 6º ao art. 17
da Constituição. Ela estabelece que a anuência expressa do partido de origem
constitui justa causa para a desfiliação sem perda do mandato.
VIRGÍLIO VIANA NO TRECHO
O pré-candidato a deputado federal Virgílio Viana (PV) segue
firme na missão de conquistar uma das oito cadeiras do Acre na Câmara Federal.
Com determinação e uma paciência notável para ouvir as demandas da população,
Viana demonstra plena consciência de que a jornada eleitoral é árdua.
A SIMPLICIDADE
Entretanto, ele conta com diferenciais importantes: a
simplicidade no trato e um compromisso sólido com o Estado. Além de suas
virtudes pessoais, Virgílio carrega o peso de um legado familiar vitorioso,
utilizando o exemplo de casa como bússola para sua própria caminhada política.
É um nome para se observar de perto nesta corrida.
COMPROMISSO COM O POVO ACREANO
O governo do presidente Lula, por meio do ministro dos
Transportes, Renan Filho, e do presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, anunciou
o investimento de R$ 830 milhões para obras na BR-364. O recurso será destinado
ao trecho que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul, com foco prioritário nos
pontos críticos localizados entre Sena Madureira e a região do Rio Liberdade.
A RODOVIA TINHA SIDO NEGLIGENCIADA
É necessário um resgate histórico: durante as gestões de
Michel Temer e Jair Bolsonaro, a BR-364 foi relegada ao abandono. Ambos
negligenciaram a manutenção da rodovia, permitindo que ela se deteriorasse
quase por completo.
ECONOMIA SEM IMPORTÂNCIA
Essa postura demonstrou uma visão de que a estrada não
merecia investimentos por, supostamente, não possuir o "peso"
necessário na economia brasileira. Para esses ex-presidentes, o impacto social
e o isolamento das populações acreanas pareciam ser questões irrelevantes.

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