PROFESSORES TEMPORÁRIOS: JUSTIÇA SALARIAL E O FIM DA INVISIBILIDADE
UMA VITÓRIA QUE CONSAGRA OS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA
EQUIDADE
Nesta quinta-feira (16), o Supremo Tribunal Federal (STF)
decidiu, por unanimidade, que o Piso Salarial Nacional do Magistério deve ser
obrigatoriamente aplicado também aos professores temporários da educação
básica.
A DIGNIDADE QUE A EDUCAÇÃO EXIGE
Com esta decisão histórica, o salário fixado em R$ 5.130,23
(para a jornada de 40 horas semanais) finalmente alcança toda a categoria.
Agora, profissionais efetivos e temporários são reconhecidos com a dignidade
que a educação exige.
O DESFECHO DE UMA LONGA JORNADA DE LUTA
Este resultado encerra anos de insegurança e desvalorização.
É impossível não recordar a trajetória de embates duros e a busca incessante
por igualdade. Destaco aqui a resiliência dos professores temporários de Cruzeiro
do Sul que, no final de 2025, ao lado do Sinteac, enfrentaram momentos
críticos.
QUE O DIREITO PREVALEÇA
Houve ameaça de demissão e determinação judicial do
TJAC para o encerramento da greve. Portanto, tudo conspirava contra. A decisão do
STF chega para pacificar esses entraves e garantir que o direito, enfim,
prevaleça sobre a incerteza.
QUEM SAI GANHANDO NO TABULEIRO DO LEGISLATIVO MIRIM?
A Câmara de Vereadores de Cruzeiro do Sul apresenta um
cenário de uma legislatura mais à direita. São14 parlamentares: 4 do PP, 3 do
Republicanos, 2 do MDB, 2 do UB, 2 do PDT e 1 do PSD.
NA TEORIA
o cenário atual é este: 10 vereadores já seguem a cartilha
da governadora e pré-candidata Mailza Assis (PP), enquanto os 4 restantes
estão alinhados ao projeto de Alan Rick (Republicanos). O que vemos é um
Legislativo com eixos de convergência ideológica, que parece descartar qualquer
outra pré-candidatura ao governo.
TABULEIRO MONTADO
Ao que tudo indica, para a Câmara de Cruzeiro do Sul, o
tabuleiro já foi montado, as peças foram coladas e o debate sobre o futuro do
Estado foi reduzido a apenas dois caminhos. Qualquer outra pré-candidatura,
hoje, encontra as portas trancadas por dentro.
O TRABALHADOR E A ESCRAVIDÃO MODERNA: A LUTA DE CLASSES
NÃO PAROU
Enquanto a "classe dominante" (o andar de cima) articula para manter seus privilégios, o "andar de baixo" luta para
não sucumbir. A resistência contra a escala 5x2 (sem redução salarial) nada
mais é do que a repetição histórica do egoísmo de 'uma boa' parte empresarial e de setores da
direita e extrema-direita que, sob um verniz de "progresso", defendem
a manutenção da exaustão humana.
O CENÁRIO É VERGONHOSO
setores empresariais,
parlamentares retrógrados e até figuras religiosas unem forças para manter a escala
6x1, um modelo que flerta com a exploração desenfreada. A fala do deputado
Marco Feliciano (PL) é o resumo dessa mentalidade: “O povo tem que trabalhar
até a exaustão”. É a confissão de que, para eles, o trabalhador não é um
cidadão, mas um insumo.
A IRONIA DA ESCALA 3X4
O maior absurdo, porém, é a cegueira de alguns trabalhadores
que defendem as próprias correntes. Enquanto o povo é empurrado para o 6x1, os
mesmos parlamentares que pregam a "exaustão" do pobre gozam da escala
3x4 no Congresso Nacional. É a hipocrisia máxima: trabalham três dias, folgam
quatro e legislam para que você não tenha sequer o direito ao descanso digno.
O DIREITO TRABALHISTA
O trabalhador precisa entender que o direito trabalhista nunca
foi presente, sempre foi conquista arrancada. E o "andar de
cima" sabe que um trabalhador descansado é um trabalhador que pensa, e
quem pensa, não aceita ser explorado,
ARGENTINA: UM SOCO NO ESTÔMAGO
Quando o ex-presidente (que o povo não esquece o histórico)
perdeu as eleições no Brasil em 2022, uma horda de seguidores jurou que a
Argentina seria o novo paraíso.
O MOTIVO?
O extremista Javier Milei
supostamente teria colocado a "Terra da Prata" nos eixos. A
realidade, porém, é um soco no estômago: Milei endividou o país ainda mais e
mergulhou os hermanos em uma crise econômica sem precedentes.
CARNE DE BURRO: O "MILAGRE" ARGENTINO E O GOSTO
AMARGO DA REALIDADE
O resultado dessa política de choque é trágico: o preço da
carne bovina tornou-se proibitivo, algo "incomprável" para o cidadão
comum. A "solução" encontrada nas periferias argentinas? O consumo de
carne de burro como alternativa barata à fome.
A TERRA DO PAPA FRANCISCO E DO MARADONA
Infelizmente, a terra de Maradona e do Papa Francisco revive
hoje o pesadelo que o Brasil enfrentou entre 2019 e 2022. Os brasileiros
avisaram sobre os perigos do flerte com o radicalismo, mas o aviso foi
ignorado.
FILA DO OSSO
O drama argentino serve de espelho: a extrema-direita promete
liberdade, mas entrega carestia. E o pior: o Brasil, mesmo vendo o vizinho em
ruínas, ainda não se livrou totalmente dessas garras extremistas.

Comentários
Postar um comentário