ESCÂNDALO:
O Banquete de R$ 3,5 Milhões em Cruzeiro do Sul
CARÊNCIAS
BÁSICAS
Enquanto
a população enfrenta carências básicas, o Portal da Transparência revela uma
prioridade indigesta na Prefeitura de Cruzeiro do Sul. Não bastassem os gastos
exorbitantes com diárias em 2025, o foco agora é o "estômago" da gestão para 2026.
O
Menu da Mordomia
Em
apenas dez dias (entre 10 e 20 de fevereiro de 2026), a prefeitura assinou nove
contratos destinados ao fornecimento de "Alimentação Pronta". O
cardápio pago com o seu imposto inclui:
Coffee Breaks
luxuosos; Buffets; Cafés da manhã e
lanches variados.
Mais de R$ 3,5 milhões reservados para eventos, reuniões e treinamentos corporativos ao longo dos próximos 12 meses.
O Histórico do Excesso
O que assusta não é apenas o valor atual, mas a tendência. O levantamento dos últimos 6 anos indica que a contratação de empresas para alimentação pronta atingiu patamares absurdos.
ATENÇÃO
Embora a assinatura do contrato não obrigue o gasto total, ela garante que o dinheiro está "reservado" em caixa para essa finalidade, enquanto outras áreas agonizam. Portanto, o contrato é a formalização e a oficialização do compromisso entre as partes.
Quem Paga a Conta?
A conta desse banquete é paga pelo cidadão, mas quem mais sofre é a parcela mais vulnerável da população. Cada real gasto em buffet supérfluo é um real a menos para Saúde, Educação e Infraestrutura, as ruas esquecidas pela gestão estão aí.
Reflexão Necessária: Cegueira Coletiva?
Ao analisar esses contratos, a pergunta que fica para o povo de Cruzeiro do Sul é: Até quando aceitaremos exageros para os gestores e o básico para o povo?
SUBDESENVOLVIMENTO
O conforto dos "atores públicos" custa caro, e o preço é o subdesenvolvimento do nosso município. Já passou da hora de abrir o olho e fiscalizar onde cada centavo do seu imposto está sendo "servido".
O CONTRASTE DO DESCASO
O Urtiga está finalizando um levantamento detalhado sobre os valores contratuais destinados a coffee breaks e serviços de buffet nos últimos seis anos. O objetivo é mostrar de forma clara aos gastos públicos e confrontar esses números com a realidade dos munícipes que, hoje, encontram-se isolados devido à precariedade ou inexistência de ramais.
Admiro as expressões usadas no dia a dia. Além de refletirem a sabedoria popular, elas irradiam sentidos e ideias ricas em argumentos não literais. "Quem bate esquece, quem apanha lembra" talvez seja a máxima que atravessa gerações, e não me refiro apenas a agressões físicas, mas a tudo o que fere a alma.
TUDO CONTINUA NA MESMA
Quase diariamente, o poder público declara em suas redes sociais que trabalha para melhorar as vias da cidade. No entanto, a população cruzeirense testemunha um trabalho ineficiente. Com o rigor do período chuvoso, fica claro que esses "paliativos" para tapar buracos são gastos públicos desperdiçados; dinheiro jogado fora, sem mais nem menos.
ESCALA 6X1
O governo Lula propõe o fim da jornada de seis dias de trabalho por apenas um de descanso no comércio e serviços. O projeto, defendido por parlamentares de esquerda que sugerem a mudança para 5x2, tem gerado conflitos com a classe empresarial e parlamentares de oposição. Valdemar da Costa Neto (PL) e o presidente do União Brasil já deixaram claro aos empresários que lutarão para impedir o fim da escala 6x1.
O APOIO DA CLASSE TRABALHADORA
Curiosamente, devido à rejeição que muitos trabalhadores, principalmente aqui no Acre, nutrem pelo PT e pelo governo federal, muitos acabam acreditando que a proposta defendida pelo PL e pelo União Brasil é a melhor. Assim, posicionam-se contra a escala 5x2 e tornam-se defensores fervorosos dos interesses da elite, muitas vezes deixando de valorizar a própria mão de obra.
JOVENS NA POLÍTICA
André Kamai (PT) e Virgílio Viana (que se filiará ao PV) representam o que chamamos de "o novo" na política acreana. Ambos disputarão uma vaga para deputado federal nas eleições deste ano. Virgílio vem de uma família com histórico de competência pública, enquanto André Kamai, atual vereador em Rio Branco, vem demonstrando como um parlamentar deve honrar o voto recebido.

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