Rapidinhas com UrtigaDoJuruá
COLUNA DO JURUÁ: E O CAMPO MINADO
SEM PRESTÍGIO E HUMILHADO
A "abelhinha azul" levantou voo e, após circular
pela área de "intriga" do poder municipal, captou zumbidos reveladores. O
comentário nos bastidores é que o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima
(PP), anda cabisbaixo pelos cantos. O motivo? O sentimento de desprestígio é
latente.
SENTIU O GOLPE
Ao ver o Palácio colocar a ex-deputada Jéssica Sales (MDB)
como uma peça central na chapa PP/UB para 2026, Zequinha sentiu o golpe. Para
ele, a movimentação soa como humilhação, já que entre os dois o terreno é de
"campo minado". O prefeito esperava ser o grande articulador do
governo no Juruá, mas parece ter sido escanteado na própria casa.
BOLA DIVIDIDA
A disputa política entre o deputado estadual Clodoaldo
Rodrigues (Republicanos) e o prefeito Zequinha Lima estourou no colo de quem
menos devia: os aliados. As exonerações de "chegados" do parlamentar
levam a uma reflexão necessária sobre a gratidão na política.
INGRATIDÃO OU É DO
JOGO
Um dos exonerados foi protagonista e um dos responsáveis
diretos pela reeleição de Zequinha em 2024, visto que teve uma votação
expressiva como candidato a vereador que somaram mais de 600 votos, casados com
o majoritário, é, no mínimo, um gesto de miopia política. Deixar quem ajudou a
carregar o piano na "rua da amargura" é: ingratidão ou faz parte do
jogo?
HOMEM FORTE
Apesar desse embate público entre o prefeito e o deputado, Clodoaldo é um dos parlamentares mais fiéis à vice-governadora Mailza Assis (PP). E, antes que muitos aliados se manifestassem em apoio à vice para disputar o governo em 2026, o deputado já havia batido o prego e virado a ponta. Falta só decidir por qual legenda vai buscar a reeleição.
ASFALTO: A FELICIDADE (TEMPORÁRIA) CHEGOU
Em um município isolado do Acre, a festa é grande. Deputado
federal, prefeito, vereadores e lideranças celebram o início da pavimentação
asfáltica com recursos de emenda parlamentar. Para os políticos, a data é
histórica; afinal, sair do calçamento de tijolos/concreto para o asfalto é o
sonho da modernidade. Promete-se fluidez no trânsito e melhor mobilidade.
ENQUANTO O ASFALTO FOR TAPETE
Contudo, a realidade costuma cobrar caro. O grande gargalo
não é colocar o asfalto, mas a manutenção. Em cidades isoladas, onde o
transporte fluvial de insumos é caríssimo e complexo, cuidar de buracos é um
desafio hercúleo. Enquanto o asfalto for tapete, haverá sorrisos e fotos. Mas
anotem: nos primeiros sinais de desgaste e falta de reparo, o grito da
população será um só: "Com o tijolo era muito melhor!". Quem
viver, verá.
GOVERNO LULA
Após o decreto de emergência em Cruzeiro do Sul, motivado
pela enchente do Rio Juruá em janeiro, o governo do presidente Lula, via
Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), abriu o cofre.
Foram liberados R$ 450.876,40 para a prefeitura, conforme anúncio oficial
realizado nesta segunda-feira (16).
SILÊNCIO ENSURDECEDOR
Entretanto, há um fator curioso que já virou regra: o
silêncio ensurdecedor do Executivo Municipal. É improvável que você veja
qualquer nota de reconhecimento ou agradecimento ao Governo Federal por parte
da gestão local.
É MÉTODO
Na hora de aplicar o recurso, o roteiro é o mesmo: os atores
políticos "fingem-se de mortos" e evitam citar a fonte do dinheiro,
como se a verba tivesse caído do céu, e não do Palácio do Planalto.
COMPROMISSO VS. ARRECADAÇÃO
Em uma ação imediata para proteger o bolso do cidadão após o
aumento dos combustíveis na última semana, o governo do presidente Lula (PT)
zerou as alíquotas de PIS/COFINS sobre o diesel. A medida é um movimento claro
do Governo Federal para estimular a economia, conter a inflação e dar fôlego a
setores estratégicos, como o de transportes.
OPOSIÇÃO OU FALTA DE HONESTIDADE INTELECTUAL?
Enquanto isso, governos estaduais seguem irredutíveis, e não atendem o pedido do presidente Lula para reduzir o ICMS e cooperar com o País nesse momento conturbado com reflexo da guerra. Tentar jogar essa conta no colo do Planalto não é apenas fazer oposição; é falta de honestidade intelectual com o contribuinte.
O CRUZEIRENSE SÓ OBSERVA, INFELIZMENTE
Enquanto no Acre o consumidor engole o aumento a seco, no Maranhão a Justiça teve atuação implacável. Determinou um prazo de três dias para que as distribuidoras apresentem justificativas plausíveis sobre a alta abusiva apontada pelo PROCON/MA.
É CONTRANGEDOR
Por aqui, o silêncio das autoridades de fiscalização é constrangedor. O cruzeirense, espremido entre o preço da bomba e a passividade das autoridades do Estado, apenas observa...e paga a conta.
ESTADOS QUEREM MANTER O CAIXA CHEIO
Diante desse cenário, o contribuinte não precisa queimar
muitos neurônios para identificar quem realmente demonstra compromisso com a
população e quem prefere manter o caixa cheio à custa do consumidor.

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